MEDO CLÁSSICO | Edgar Allan Poe é inesquecível

O momento chegou. Sim, é real, sinto a responsabilidade crescendo, sinto o peso de cada palavra. Edgar Allan Poe é o nome dele. Sinceramente? Não sei como fazer jus ao que esse homem fez por mim e pela literatura, mas algo me diz que devo tentar. Devo falar algo. Então, que assim seja, pois farei desse espaço uma tentativa de homenagem ao mestre e sua obra. Escrevo motivado pelo recente contato que tive com o livro da DarkSide® e com uma simples pretensão: celebrar a relevância e força de Poe, buscando explicar o significado que sua obra teve – e continuará tendo – em minha vida. Se você que me acompanha o conhece, fique para admirá-lo comigo. Se não o conhece ou apenas ouvir falar, fique para entender o porquê você deve conhecê-lo o quanto antes.

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Descobri a existência de Edgar Allan Poe há muitos anos e, com isso, descobri o prazer pela literatura. O Coração Delator foi o conto responsável pelo início da minha relação de amor e profunda admiração pela obra do mestre. Lembro do que senti durante a leitura como se fosse ontem, embora não consiga descrever esse sentimento com meras palavras. Uma mistura de tensão e paixão, talvez. Poe me tornou leitor. Como posso agradecer a isso? Acredito que continuar sendo um de seus leitores e aproveitar as oportunidades de prestigiar seu nome e carreira é o mínimo que eu posso fazer. É interessante olhar para trás e perceber o efeito que sua obra teve comigo – perceber o algo a mais que suas palavras me provocaram. Eu era apenas uma pessoa indecisa procurando por algo novo quando tive o privilégio de conhecer sua arte. A conquista imediata que Edgar Allan Poe teve com o meu eu antigo não se deu unicamente pelo talento de sua escrita, mas sim pelo sentimento que sua obra evoca. De início, tive uma certa dificuldade para entender algumas de suas palavras, um comum estranhamento para capitar algo escrito há mais de um século. Porém, isso não serviu de barreira, muito pelo contrário. Foi em meio a essa dificuldade que eu encontrei o sentimento da obra de Poe – algo semelhante a um estímulo sombrio, belo e irresistível. Havia ali uma fonte de sentimento desconhecida, emanando constantemente, e foi assim que eu conheci e me encantei por sua obra.

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A genialidade de Edgar Allan Poe continuou desabrochando diante de mim e, ao longo do tempo, pude me aprofundar e conhecer muitos de seus clássicos. Algo muito surpreendente – ainda mais quando se está começando a conhecer seu trabalho – é perceber que tudo que saiu de sua cabeça é um clássico. Alguns muito conhecidos, outros um pouco menos, mas tudo suficientemente importante para se tornar um clássico. Edgar Allan Poe foi simplesmente um dos maiores autores de todos os tempos. É importante falar sobre a grandeza de Poe, pois foi ela que tanto me influenciou é a ela que hoje, nos momentos mais difíceis, eu me apego. O Corvo, O Gato Preto, O Poço e o Pêndulo, A Queda da Casa de Usher… esses e o já citado O Coração Delator, além de tantos outros, provam o quão grande é Edgar Allan Poe. Não preciso falar dos contos individualmente, nem mesmo sei se conseguiria fazer isso, mas quero que vocês saibam que, independente da obra, Poe é gigante. Cada conto, cada cenário e cada personagem – qualquer mínimo detalhe – é sinônimo de originalidade e grandeza. Edgar Allan Poe deu vida a diversos gêneros; foi um criador, e no seu rastro temos outros mestres da literatura que, sem ele, não teriam um caminho para seguir. Ele é de fato um mestre, um homem cuja influência não tem fim. Escrever sobre Poe atualmente é a maior prova de sua grandeza e, consequentemente, a maior evidência de seu talento e relevância.

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Com o tempo, aprendi admirar e apreciar a escrita de Poe. Aquilo que no começo me provocou uma ligeira dificuldade passou a ser uma característica admirável. Muitos ao falar de sua obra destacam essa espécie de dom natural que o autor tinha com a escrita e eu, já há muito tempo familiarizado com ela, não poderia seguir outro caminho. Edgar Allan Poe não apenas criou e deu tom a diversos estilos literários, como também o fez com imensa qualidade. Como podemos imaginar os romances policiais, por exemplo, sem passar por Os Assassinatos da Rua Morgue, gênese do famoso gênero? Como citar qualquer detetive, de Sherlock Holmes a Hercule Poirot, sem lembrar de Auguste Dupin, inspiração para todos? É por esse motivo que costumo dizer que a importância de Poe vai muito além de suas criações e pioneirismo, se estendendo pelo campo da escrita em si com propriedade. O nível de sua escrita é altíssimo e praticamente inalcançável. Suas palavras foram escritas com o esmero dos gênios, lapidadas para integrar uma obra viva, eterna. Realizo releituras constantemente, escolhendo um clássico de maneira aleatória apenas para sentir a minha reação com relação a obra de Poe com o passar do tempo. O resultado é sempre o mesmo: encanto. Estou convencido de que nunca mais existirá um autor como Edgar Allan Poe – nevermore! Um dom desse nível não surge com frequência e, quando surge, não se repete da mesma maneira.

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Também aproveito o momento para destacar a edição que, além de ótimas releituras, me rendeu o primeiro contato com alguns textos de Poe. Lançada pela DarkSide Books, Edgar Allan Poe: Medo Clássico é facilmente a melhor e mais cuidadosa coletânea de contos do mestre editada no Brasil. Trata-se de um trabalho comprometido em fazer jus ao que Poe significa para a literatura e para seus fãs, um livro pensado e elaborado nos mínimos detalhes. São 384 páginas divididas em temas com o intuito de abranger as diversas fases do autor ao longo de sua carreira. Essa divisão dá ao leitor a possibilidade de realizar a leitura em diferentes ordens e facilita a assimilação do conteúdo. Ilustrações em xilogravuras feitas pelo artista Ramon Rodrigues tornam a edição ainda mais especial, ajudando a complementar e atiçar o imaginário de quem lê. A tradução feita por Marcia Heloisa é outro destaque – o texto se tornou fluido sem anular a elegância do texto original. Tudo na edição está em perfeita harmonia, respeitando a obra de Poe e atendendo os leitores mais exigentes que há muito tempo pediam por algo do tipo.

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Ler a obra de Edgar Allan Poe é praticamente um dever de vida – essencial para quem deseja conhecer e entender o funcionamento das narrativas de suspense, terror e mistério como um todo. Sua obra se aplica a qualquer pessoa, acrescenta algo independente da ocasião. Um simples leitor encontrará entretenimento e reflexões únicas nas histórias de Poe, enquanto alguém ainda mais envolvido com o mundo literário – escritores, por exemplo – terão no autor uma fonte de conhecimento e inspiração inesgotável. A permanência de Edgar Allan Poe como um dos nomes mais importantes da literatura mundial não se dá à toa: sua arte provoca, ensina e influencia como poucas. Eu mesmo me considero uma espécie de evidência da grandeza e importância de Poe, sendo constantemente influenciado pela emoção de sua obra. Muitos anos se passaram desde o meu primeiro contato e, ainda assim, continuo imerso nos sentimentos de seus clássicos. A obra de Poe nunca perdeu seu significado, nunca ficou esquecida em minha mente. Tenho muitos motivos para indicar a leitura de Edgar Allan Poe, muitos desses motivos são pessoais, mas acredito que o que mais colabora para tornar a minha indicação honesta é dizer que em todas as minhas oportunidades de leitura – todas as vezes que estive em contato com sua obra, de O Coração Delator há alguns anos a Medo Clássico recentemente –, eu nunca encontrei um ponto negativo nele.

Minha experiência com Poe é cem porcento positiva e, devido a isso, me sinto à vontade para o indicar sem qualquer tipo de receio. Apenas leia e deixe que a emoção, sentimento e significado de sua obra faça parte da sua vida.

Livro recebido em parceria com a DarkSide®

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