“A Guerra que Salvou a Minha Vida” aborda amor e ódio e se torna uma grata surpresa literária

A literatura é uma caixinha de surpresas, sempre pronta para revelar algo novo e, muitas das vezes, algo incrível. A Guerra que Salvou a Minha Vida foi uma dessas surpresas: um livro que surgiu do fundo da caixinha quando eu menos esperava, um livro que trouxe consigo o fôlego que eu precisava, mas desconhecia. Neste texto, falarei sobre amor e ódio – conceitos que destacam no livro em questão – e como essas coisas aparentemente opostas se relacionam e ocupam praticamente o mesmo espaço na obra de Kimberly Brubaker Bradley. Falarei sobre A Guerra que Salvou a Minha Vida da maneira mais clara e sensível que me for possível, pois é exatamente isso – clareza e sentimento – que o livro me ofereceu e é com isso que eu pretendo retribuir.

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Para começar, nada mais justo do que falar um pouco sobre o ambiente e clima de A Guerra que Salvou a Minha Vida, fatores que ajudaram e muito na construção de um livro especial. O ambiente se cria com o apoio de um período histórico: a Segunda Guerra Mundial. É num cenário que antecede a guerra que a trama do livro é construída. Ada, protagonista do livro, é uma garota numa situação indesejada. Uma garota que carrega um sofrimento que não cabe e não condiz com seus poucos anos. A vida ao lado de sua mãe e irmão nunca foi das melhores e seu futuro é incerto, nada promissor. O clima, por sua vez, nasce tão denso quanto o ambiente. Guerra, aprisionamento, tortura, tristeza e medo. A Guerra que Salvou a Minha Vida é desanimador – no sentido de história triste – desde o começo.

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Entretanto, não posso deixar que você, leitor, leia a minha breve descrição sobre ambiente e clima e pense que o livro se trata de algo unicamente triste; isso seria um grande erro, algo que não corresponde com a realidade. A Guerra que Salvou a Minha Vida é tristemente belo, e isso, a meu ver, é o maior triunfo do livro. Aqui cabe ressaltar o que propus no começo – falar sobre amor e ódio. É incrível como a história de Ada consegue reunir esses conceitos e fazer com que muitas vezes eles ocupem o mesmo espaço. Como é possível unir coisas tão distintas? Sinceramente, ainda não tenho a resposta para tal questionamento, mas tenho a certeza de que isso foi feito de maneira bela, única e especial. Aliás, tudo em A Guerra que Salvou a Minha Vida carrega esse toque de beleza, mesmo quando o desenvolver da narrativa se dá por caminhos tristes ou quando seu clima é desolador. Amor e ódio estão lado a lado, suas minúcias exploradas ao máximo ao longo da narrativa.

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É a sensibilidade e precisão de A Guerra que Salvou a Minha Vida que surpreende e conquista o leitor. Tudo nesta obra é delicado e intenso ao mesmo tempo, tudo descrito de maneira tão precisa ao ponto de ser impossível não imaginar e sentir na pele as aflições e emoções da obra. Defino o livro como uma descrição de tragédia e esperança, uma prova de que coisas boas podem surgir mesmo nos momentos menos propícios. A Guerra que Salvou a Minha Vida é uma lição de amor e um alerta para as pessoas que se encontram em condições desfavoráveis – nada é tão ruim, tudo pode melhorar. É à base de amor e ódio que a obra se desenvolve e se torna especial, tendo sempre o equilíbrio entre ambos a seu favor.

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Kimberly Brubaker Bradley conseguiu escrever uma história ambientada num período já muito explorado – quantos livros envolvendo a Segunda Guerra Mundial você já leu? – e, ainda assim, acrescentar novas nuances e criar algo único. É como o próprio nome esclarece: A Guerra que Salvou a Minha Vida não é apenas mais um livro sobre guerra, mas sim um livro que, em meio à guerra, torna claro o valor da vida. Um livro que vai além. A Guerra que Salvou a Minha Vida não foi feito para se encaixar num determinado gênero, fato que contribui para que sua leitura seja apreciada pelos mais diversos tipos de leitores. Fui marcado pela sutiliza, emoção e força da obra e tenho certeza que o mesmo irá acontecer com quem estiver disposto a conhecer essa história. Fica aqui a minha indicação sincera, o mínimo que eu poderia fazer para retribuir a experiência positiva que tive.

Livro recebido em parceria com a DarkSide®

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