Resenha | As diversas formas de horror no ótimo “Mausoléu”, de Duda Falcão

Olá, leitores. Hoje me proponho a apresentar um ótimo livro que li recentemente. Quero compartilhar com vocês minhas impressões do livro Mausoléu (adicione ao skoob), uma coletânea de contos de horror/terror escrita pelo Duda Falcão e lançada pela Argonautas.

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Já faz um bom tempo que os livros de terror nacional ocupam lugar de destaque entre minhas leituras. Com Mausoléu não foi diferente. O livro, composto por diversos contos de horror, se destaca por conseguir trabalhar o tão famoso gênero nas mais variáveis formas. A maioria desses contos não possui nenhum tipo de ligação, mas a qualidade individual com que cada conto consegue tratar o horror é o que realmente impressiona – e prende – o leitor.

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O que mais me impressionou, além dessa enorme variedade de elementos do horror, foi a facilidade com que o autor conseguiu desenvolver todos os contos. Bruxas, zumbis, lobisomens, vampiros, fantasmas e alienígenas – todos os tipos de monstros e criaturas são trabalhados por Duda Falcão com facilidade. Ele realmente sabe falar sobre tudo isso e em nenhum momento algo parece ser forçado.

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Devido a quantidade de contos, fica inviável fazer comentários sobre todos. Para não cometer nenhuma injustiça irei destacar os que mais me chamaram a atenção. Sem lembranças daquele inverno, Bisão do sol poente e Humanos, monstros e máquinas são, em minha opinião, os três contos de destaque. São maiores e bem estruturados, permitem maior ritmo e envolvimento aos leitores. Vale citar também o ótimo A pena do corvo, conto com bastante influência de Edgar Allan Poe, praticamente uma homenagem ao mestre do terror.

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Horror/terror de qualidade, variedade, leitura fácil – esses são alguns dos motivos pelo qual eu indico a leitura de Mausoléu aos fãs do gênero. Este é sem dúvida alguma um livro com capacidade de agradar um público grande, existe espaço para todo tipo de medo em suas 336 páginas. Duda Falcão tem a capacidade de nos surpreender de diversas maneiras. É por isso que eu volto a dizer: não subestime a literatura (e o terror) nacional, tem muita coisa boa surgindo a todo momento, e Mausoléu é mais uma prova disso.

nota

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