Resenha | Uma história de vingança em “Um estudo em vermelho” e o gênesis dos casos de Sherlock Holmes

SOBRE O QUE SE TRATA

Em 1887 Sir Arthur Conan Doyle deu inicio à história de Sherlock Holmes, o detetive mais famoso do mundo. Um estudo em vermelho (adicione ao skoob) foi originalmente foi publicado pela revista Beeton’s Christmas Annual (ainda em 1987) e em 1988 ganhou o formato de livro, com direito a ilustrações de Richard Gutschmidt. O que torna esse livro obrigatório para todos os fãs de romance policial? A resposta é simples: Um estudo em vermelho é o gênesis de Sherlock Holmes. Vamos entender primeiro sobre o que o livro trata e em meio a isso irei compartilhar com vocês minhas impressões sobre a obra.

MINHAS IMPRESSÕES

Em Um estudo em vermelho o leitor irá acompanhar a investigação de um crime cometido em Londres, mas antes disse somos apresentados aos dois personagens principais: Sherlock Holmes e o doutor Watson. Os dois se unem por uma questão de moradia, pois queriam um bom lugar para morar e ao mesmo tempo não queriam pagar muito por isso. O local escolhido é o famoso apartamento 221B Baker Street. Vale dizer que o doutor Watson tinha acabado de chegar da guerra no Afeganistão e estava com a saúde debilitada.

Nós nos encontramos no dia seguinte, como combinado, e inspecionamos o apartamento da Baker Street 221B, sobre o qual ele me falara durante nosso encontro. Ele era composto de dois quartos confortáveis e uma grande e confortável sala-de-estar, cuidadosamente mobiliada, e iluminada através de duas grandes janelas.

Com isso resolvido, podemos voltar nossa atenção para o estranho caso do crime. Um homem é encontrado morto em uma casa abandonada, seu corpo não possui ferimentos, mas existe algumas manchas de sangue por perto. Outro fator que chama a atenção na cena do crime é a palavra Rache (vingança em alemão) escrito com sangue em uma das paredes. Esse cenário já foi o suficiente para me deixar completamente curioso e com vontade de acompanhar todo o desenvolvimento do caso. É primordial que um livro de romance policial tenha um caso que instigue o leitor desde o começo e é exatamente isso que acontece nesse livro.

Uma das coisas que mais chama a atenção nesse livro é a maneira como ele foi construído. Temos uma narrativa contada pela visão do doutor Watson que vai desde a sua chegada a Londres, seu encontro com Sherlock Holmes e todo o período de investigação. Quando o livro chega em seu primeiro clímax (não irei contar detalhes para não estragar a experiência de leitura) temos a primeira parte do livro finalizada. A segunda parte do livro começa totalmente diferente e até certo ponto o leitor fica com a impressão de que está lendo outra história sem nenhuma ligação com a primeira. Conforme as ideias da segunda parte vão se desenvolvendo vamos compreendendo que aquela segunda parte é na verdade o que aconteceu antes do estranho crime em Londres, costurando a história de maneira genial.

Não é possível falar muito sobre o livro sem entregar detalhes importantes da trama, o que ainda posso dizer é que Um estudo em vermelho é um livro que nos introduz ao mundo de aventuras e investigações de Sherlock Holmes de uma forma simples, curta e maravilhosa. Além de conhecer as incríveis habilidades do detetive mais famoso do mundo temos a oportunidade de acompanhar tudo isso pelo ponto de vista do doutor Watson, um companheiro fiel e sensato. Os dois personagens possuem uma química perfeita e formam uma das duplas mais bem trabalhadas de toda a literatura.

SOBRE O AUTOR

Arthur Conan Doyle foi um escritor e médico britânico, nascido na Escócia, mundialmente famoso por suas histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal. Foi um renomado e prolífico escritor cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção.

CARACTERÍSTICAS DA EDIÇÃO

A edição que li foi publicada pela editora Zahar e faz parte da coleção bolso de luxo, tem um cuidado todo especial em capa dura, folhas amareladas e de boa espessura, ótima diagramação e fonte de tamanho agradável. A tradução também é de qualidade e eu não encontrei nenhum erro de revisão. As ilustrações enriquecem a edição e ajudam a contar a história, não tenho do que reclamar, é realmente uma edição digna de um clássico e ótima para colecionadores.

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