Resenha | Suspense elevado ao máximo em “E não sobrou nenhum”, clássico de Agatha Christie

Em E Não Sobrou Nenhum (adicione ao skoob) uma ilha misteriosa, um poema infantil, dez soldadinhos de porcelana e muito suspense são os ingredientes com que Agatha Christie constrói seu romance mais importante. Na ilha do Soldado, antiga propriedade de um milionário norte-americano, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente são confrontadas por uma voz misteriosa com fatos marcantes de seus passados.

Todos conhecem ou pelo menos já ouviram falar de Agatha Christie, escritora inglesa que é também conhecida com a Rainha do Crime devido suas obras de romance policial. Agatha é a escritora mais bem sucedida da literatura popular, seus livros já venderam cerca de dois milhões de cópias. Isso já é o suficiente para qualquer um se interessar pelas obras dessa senhora.

Apesar de os maiores sucessos de Agatha contarem com a presença de Hercule Poirot, um dos detetives mais conhecido de toda a literatura, em “E não sobrou nenhum” não temos a presença desse personagem. Aqui a história é bem diferente, o cenário é uma ilha, conhecida como ilha do Soldado, onde algumas pessoas são convidadas pelo misterioso Mr.Owen para comparecer até essa ilha para executar determinada tarefa. Cada pessoa é convidada de uma maneira bem convincente, ninguém tem nenhum tipo de suspeita.

No começo o leitor é apresentado a cada uma dessas dez pessoas, dessa forma vamos conhecer como cada um foi convidado, qual a sua profissão, características e reação ao receber o chamado para ir até a ilha. Após esse começo onde são introduzidos todos os personagens, temos a chegada das pessoas na ilha, onde todo o enredo do livro vai se desenrolar. Agatha Christie tem uma facilidade enorme de nos colocar dentro dessa trama, começamos a gostar e se interessar por todos os personagens e também pelos mistérios da ilha. Logo no inicio acontece algo inesperado, todos são acusados por uma gravação de ter cometido algum crime em determinado momento de suas vidas, o que gera uma grande desconfiança. A partir disso temos uma situação na qual todos são obrigados a permanecer na ilha, coisas estranhas começam a acontecer. O leitor vai acompanhar a morte dos personagens (no total temos dez pessoas na ilha) até não sobrar nenhum, como diz o título do livro.

É o tipo de obra que te prende do começo ao fim, fiquei o tempo todo tentando descobrir quem seria o assassino. No começo tive um suspeito, já lá para a metade do livro eu já tinha mudado de ideia, mas mesmo assim fui surpreendido no final, quando tudo é explicado e o leitor fica de queixo caído. A trama é incrível, o ritmo é perfeito, tudo é maravilhosamente bem amarrado. Essa não foi minha primeira experiência com a obra da Agatha Christie, porém foi com certeza o melhor livro que li dela até o momento, acho difícil que outro título da autora consiga superar esse. Se você ainda não leu esse clássico ou ainda não leu nada da Agatha Christie, faça um favor a si mesmo e comece a ler agora mesmo, é o tipo de livro que você nunca esquece.

Agatha Christie foi uma escritora britânica nascida na Inglaterra que atuou como romancista, contista, dramaturga e poetista. Se destacou no subgênero romance policial, tendo ganho popularmente, em vida, a alcunha de “Rainha/Dama do Crime” (“Queen/Lady of Crime”, no original em inglês). Durante sua carreira, publicou mais de oitenta livros, alguns sobre o pseudônimo de Mary Westmacott.Segundo o Guiness Book, Christie é a romancista mais bem sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros vendidos, uma vez que suas obras, juntas, venderam cerca de dois bilhões de cópias ao longo dos séculos XX e XXI1 , cujos números totais só ficam atrás das obras vendidas do dramaturgo e poeta William Shakespeare e da Bíblia.

Essa edição foi lançada pela Globo Livros, possui formato 14cm x 21cm, páginas amareladas, fonte de ótimo tamanho e diagramação excelente. A capa é básica e bonita, gostei bastante dessa edição. Vale lembrar que esse mesmo livro também foi publicado anteriormente como “O Caso do Dez Negrinhos”, portanto, se você encontrar o livro com esse título saiba que é o mesmo livro.

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